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PARTE 2 - UMA TRAGÉDIA ABATE-SE SOBRE A BANDA...

No dia 27 de Setembro de 1986, a vida dos Metallica sofreu uma reviravolta: algures na Suécia, o autocarro da banda despistou-se numa viagem nocturna levando à morte de Cliff Burton. Este homem, além de ser um amigo, era um elemento de suprema importância no trajecto musical do grupo, sem o qual a banda não se conseguia perspectivar no futuro.


Contudo, os Metallica sabiam que Cliff Burton não gostaria que eles abandonassem este projecto pelo facto de ele ter desaparecido. Assim, após um intenso período de luto, James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett decidiram continuar.

Após mais de quarenta audições, o novo baixista foi seleccionado. O escolhido foi Jason Newsted, homem nascido no Michigan, e que era músico nos Flotsam & Jetsam.

Imediatamente após a entrada de Jason Newsted, os Metallica partiram em digressão e em breve gravaram “Garage Days Revisited”, um EP que foi integralmente gravado na garagem de Lars Ulrich.

Já com Jason Newsted completamente integrado na banda, os Metallica entraram em estúdio para procederem à gravação do seu quarto álbum de originais. “...And Justice For All” foi editado em Agosto de 1988, levando à explosão que já há algum tempo se antevia: chegou ao sexto lugar nas tabelas de vendas dos EUA, foi nomeado para o Grammy de ‘Melhor álbum de Metal/Hard Rock’, e levou a banda a ser cabeça-de-acartaz da digressão “Monsters of Rock”, após a qual os Metallica efectuaram uma extensa digressão mundial.

Este disco marcou também a primeira incursão dos Metallica pelo território dos vídeos musicais. A estreia foi assinalada com o vídeo para o tema “One”, provavelmente um dos vídeos mais ‘anti-vídeo’ da sua era.

1991 foi o ano que assistiu à edição do álbum homónimo dos Metallica, que, curiosamente, ficou mundialmente conhecido como “The Black Album”, pelo facto da capa ser negra. Este disco, que catapultou os Metallica para a dimensão da fama mundial, foi o primeiro a ser produzido por Bob Rock.

The Black Album” apresentava-se ligeiramente diferente dos registos anteriores. As músicas eram mais curtas, o som mais rico e os arranjos mais simples. Este álbum entrou para primeiro lugar das tabelas de vendas em quase todo o mundo, lugar onde permaneceu durante várias semanas, tendo vendido mais de 15 milhões de exemplares. Além de ter dado origem a diversos singles, este álbum recebeu um Grammy e um MTV American Music Award.

Graças a “The Black Album”, os Metallica estiveram em digressão durante cerca de três anos, tocando sozinhos na digressão ‘An Evening With Metallica’, dividindo o palco com os Guns’n’Roses na ‘Joint-Headline Stadium Tour’ e sendo cabeças-de-cartaz dos mais diversos festivais um pouco por todo o mundo.

Quando esta digressão terminou, por volta do Outono de 1993, os Metallica estavam completamente desgastados, tendo finalmente tirado umas férias e aproveitado para compatibilizarem a sua vida de músicos com as suas vidas pessoais.

Assim, passaram cerca de quatro anos até que fosse lançado um novo álbum de banda. “Load”, gravado nos estúdios The Plant, em Sausalito, na Califórnia, foi o mais longo álbum da banda até à data, uma vez que era constituído por 14 canções.

Este disco, novamente produzido por Bob Rock, apresentava um som era mais coeso e temas mais soltos, poderosos e eclécticos.

As sessões de gravação de “Load” deram origem a tantos temas que, em 1997, foi lançado um segundo álbum, intitulado “Re-Load”. Estes disco deram origem a uma fenomenal digressão com concertos cuja duração ascendia às duas horas. Quem por acaso ainda tivesse dúvidas acerca da fenomenal banda que são os Metallica, pode desfazê-las nesta altura.

Em 1998, os Metallica recolheram diversos lados-B, algumas versões, dois temas dos tempos de “Garage Days Revisited” e decidiram voltar aos estúdios The Plant para gravar 11 versões. Deste trabalho surgiu o disco duplo “Garage Inc”, um registo repleto de temas eléctricos, crus e incrivelmente fascinantes.

Um ano depois, os Metallica viram-se a braços com um convite inusitado: Michael Kamen propôs-lhes que colaborassem com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, com o intuito de darem uma nova roupagem não só aos seus temas, como também um contributo indelével para o metal.

O cepticismo de alguns face a este projecto caiu por terra aquando dos dois espectáculos decorridos no Berkeley Community Theatre. Estes concertos tornaram-se marcos épicos na história da banda.

Muito ao contrário do que alguns cépticos previam, a música dos Metallica não ficou comprometida com esta iniciativa. Na realidade, os arranjos efectuados permitiram que os instrumentos preenchessem na totalidade os momentos das canções, providenciando-lhes uma sonoridade estrondosa e nunca antes vista.

Os Metallica tinham decidido gravar estes espectáculos, sem grandes intenções de futuro. Contudo, tendo em conta a experiência magnífica em causa, optaram por editar, em 1999, estes concertos num CD em formato duplo e também em DVD.
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- www.metallica.com - 26/09/2003




 
Ùltima actualização: 06/08/2004

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